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Notícia

Mulher que matou síndica será julgada em BH

Crime ocorreu na noite de Natal; moradora ainda ameaçou vizinhos

Uma mulher que assassinou, na noite de Natal, a síndica do prédio onde morava, em Belo Horizonte, será julgada nesta segunda-feira, 15 de abril, a partir das 8h30, no 2º Tribunal do Júri da capital. O crime aconteceu em 2017 na região oeste de Belo Horizonte, no Bairro Parque São José, após a síndica ir pessoalmente reclamar de barulhos que a vizinha estava fazendo no apartamento.

Segundo a denúncia do Ministério Público, ela desferiu uma facada no pescoço da síndica depois que as duas discutiram na porta do apartamento da agressora. A síndica foi levada para o Hospital João XXIII, mas não resistiu ao ferimento.

Testemunhas informaram que vizinhos apareceram em seguida para auxiliar a vítima, mas a agressora fugiu, com o filho de dois anos de idade no colo. Na fuga, ela levou a faca do crime e chegou a ameaçar outros moradores.

Um dos vizinhos foi agredido com uma mordida no braço ao tentar impedir que a mulher se retirasse do local do crime. Eles conseguiram imobilizá-la até o momento da chegada da Polícia Militar.

Em seu depoimento na polícia, a agressora admitiu ter golpeado a vizinha por motivos banais. Ela disse que as duas já haviam discutido pelo interfone, e a síndica subiu até a sua casa. Ainda segundo seu relato, ela estava cozinhando no momento da discussão; a síndica, no calor do desentendimento, a empurrou e, por reflexo, ela desferiu a facada.

A acusada ainda admitiu que era usuária de drogas e que sofria muito preconceito dos outros moradores, não sendo sequer convidada para as reuniões de condomínio. Admitiu ainda que incomodava todos do prédio com tudo o que fazia.

A mulher está presa na Penitenciária Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, desde a data do assassinato. Ela foi denunciada por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A ré vai responder também pelo crime de ameaça cometido contra um outro vizinho.

A previsão é que sejam ouvidas nove testemunhas de acusação e defesa.

Processo nº 0024.17.136.596.8

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
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