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Notícia

Caminhoneiro acusado de matar esposa vai a júri

Corpo foi encontrado enrolado em uma lona preta em lote vago no Bairro Buritis

O juiz do I Tribunal do Júri, Marcelo Rodrigues Fioravante, determinou que Marcelo Silveira Miguez Mendes seja julgado pelo júri popular, que vai decidir se ele foi o autor do homicídio qualificado contra a esposa, praticado em novembro de 2018, quando também teria ocultado o corpo. A sentença que pronunciou o réu foi publicada hoje e prevê ainda a manutenção da prisão preventiva.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, em 23 de novembro de 2018, o denunciado agrediu violentamente sua esposa, a vítima Luciene Carla da Silva Aniceto Mendes, causando ainda sua morte por asfixia.

Ele também é acusado de ter usado uma lona preta para enrolar o corpo e abandoná-lo em um lote vago próximo à Avenida Rubens Corporali Ribeiro, no Bairro Buritis. Um vendedor ambulante de redes encontrou o corpo por acaso e chamou a polícia.

Para o MP, o crime foi cometido por motivo torpe, consistente com o sentimento de posse nutrido pelo acusado em relação à vítima e pelo inconformismo dele com o término da relação conjugal de 14 anos.

Além disso, o acusado se valeu de sua superioridade física, de recurso que dificultou a defesa da vítima e de sua relação conjugal: eram casados e tinham um filho de 6 anos de idade.

Por essas razões, o MP o denunciou pelos crimes de ocultação de cadáver e homicídio, este último qualificado por motivo torpe, por ter sido cometido por meio cruel (asfixia), com recurso que dificultou a defesa da vítima e ainda por razão da condição de sexo feminino (feminicídio).

Decisão

Provas periciais, relatório dos policiais que investigaram o crime, depoimentos de parentes, do próprio acusado e de um provável amante da vítima foram considerados pelo juiz Marcelo Fioravante para embasar a decisão.

Segundo o juiz, a investigação revelou que o celular da vítima desapareceu dias antes do crime e o acusado negociou a recuperação do aparelho, tendo confessado ainda que tinha acesso irrestrito a ele.

A investigação concluiu que ele descobriu o relacionamento extraconjugal da vítima, e esse seria o motivo do crime. Os depoimentos ainda revelaram que os familiares da vítima e também uma cunhada dela desconfiavam que ela corria perigo. Achavam ainda que, em uma reunião entre o casal e os familiares na data anterior ao crime, a separação havia sido proposta, com a decisão de que um deles deveria deixar o imóvel onde moravam.

A mãe da vítima disse ainda que a irmã do acusado teria lhe telefonado e solicitado que ela viesse de São Paulo para intervir, pois a filha poderia ser morta. A mãe chegou a Belo Horizonte dois dias antes do crime.

Ao decidir manter a prisão preventiva do acusado, o juiz Marcelo Fioravante lamentou o aumento dos números relacionados a crimes violentos praticados contra mulheres, o que exige do Estado "pronta e severa resposta no sentido de prevenir que fatos como esse continuem se repetindo".

Processo 0744781-30.2018.8.13.0024.

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
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