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Notícia

Feminicídio: Condenado acusado de matar ex-companheira dentro de ônibus em Porto Alegre

Os jurados da Capital decidiram pela condenação de réu acusado da morte da ex-companheira dentro de ônibus na Capital gaúcha. A pena foi fixada pelo Juiz Marcos Braga Salgado Martins, da 3ª Vara do Júri de Porto Alegre, em 25 anos de reclusão em regime , a ser cumprida por Maximiliano Rodrigues Freitas, conhecido com Nego Max. Ele matou a facadas sua ex-companheira, Ariana Arias dos Santos. A decisão é desta quinta-feira, 19/11.

O Fato

Na tarde do dia 4/12/18, na Avenida Protásio Alves, nº 3581, em Porto Alegre, Maximiliano Rodrigues Freitas, conhecido como Nego Max atacou, com facadas, Ariana Arias dos Santos dentro do ônibus da linha Soul, Alvorada/Protásio. Ao perceber a presença da vítima foi ao seu encontro, surpreendendo-a e passando a desferir-lhe diversos golpes de faca. A cena causou pânico dentro da condução e o agressor fugiu.

Sentença

Aplicar a pena, o magistrado analisou o caso sob o cenário da Violência doméstica contra a mulher, já que Maxilimiano era ex-companheiro da vítima. Verificou seus antecedentes criminais, em que o réu é reincidente múltiplo. Ressaltou, que o crime foi considerado torpe e com emprego de meio cruel.

O Juiz lembrou que Ariana ainda gritou por socorro e tentou se defender, à medida que Maximiliano a de forma agressiva com facadas. Também entendeu que não houve demonstração de que o comportamento da vítima tenha incentivado a prática delitiva. Devido a isso, considerou que a vítima foi submetida a intenso e desnecessário sofrimento nos momentos em que antecederam sua morte, não tendo chance de se defender - uma vez que foi surpreendida com a ação do acusado, dentro de um coletivo cheio de passageiros, reduzindo, por total, suas chances de esboçar qualquer reação.

Por fim, o Juiz Marcos Martins frisou que ainda houve consequências extratípicas, já que a ex-companheira era responsável pela criação de uma filha, inclusive com o réu, de tenra idade.

Processo: 001/2.18.0108396-5

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
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