Dois réus são condenados e um absolvido pela morte de adolescente em Porto Alegre

Em sessão de julgamento do Tribunal do Júri da 3ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre, que começou na quarta-feira, 7/12, e se encerrou na manhã desta quinta-feira, 8/12, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação dos réus Douglas de Sá Gomes e Gustavo da Luz Marques e pela absolvição de José Dalvani Nunes Rodrigues, vulgo Minhoca. Eles foram acusados pela morte de Laisa Manganeli Remédios, de 12 anos. Os três haviam sido denunciados pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e cárcere privado. O Conselho de Sentença foi formado por quatro mulheres e três homens. José Dalvani Nunes Rodrigues foi absolvido de todos os delitos. Douglas de Sá Gomes foi absolvido somente do crime de cárcere privado e foi condenado a 37 anos e 9 meses de prisão. E Gustavo da Luz Marques foi condenado por todas as acusações a uma pena de 26 anos, 6 meses e 10 dias.

O crime ocorreu em setembro de 2016, em Porto Alegre. Segunda a denúncia, a vítima teria sido mantida em cárcere por muitas horas sabendo que seria executada. Após, teria sido levada a um cemitério clandestino onde foi decapitada. O motivo do crime, conforme a denúncia, foi em razão de a vítima, na data do fato, estar conversando e passando informações para integrantes de uma facção rival à facção dos réus.

O júri, que teve duração de 22 horas, ocorreu no plenário de grandes eventos, 2º andar, do Foro Central de Porto Alegre e foi presidido pelo Juiz de Direito do 1º Juizado da 1ª Vara do Júri, Thomas Vinícius Schons. O magistrado leu a sentença por volta das 7h desta quinta-feira, 8/12, após a conclusão dos jurados pela condenação de dois dos réus.

A primeira testemunha de acusação a depor foi o Delegado Gabriel Oliveira Bicca. Em 2016, ele foi o responsável pelas investigações do crime. Em sua oitiva, falou que os pilares das investigações na época eram em relação aos índices de violência na cidade, como também a dinâmica dos crimes executados, disputas e desafetos regionalizados, mais precisamente em bairros da capital. Em seguida, foi a testemunha de acusação, a Delegada de Polícia Luciana Peres Smith, que narrou como foi a delação premiada que revelou o crime.

Processo 50070365320178210001

TJRS

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